terça-feira, 6 de julho de 2010

NEUROPATIA DIABÉTICA PERIFÉRICA - Polineuropatia


A neuropatia diabética (ND) periférica é uma das principais complicações que aparece com o tempo de evolução crônica sa doença. Trata-se de um processo patológico insidioso e progressivo. A detecção e identificação precoce do processo neuropático é de suma importância para evitar que as morbidades se tornem imprtantes.

A ND, no sentido mais amplo abrange um grande espectro de anormalidades, afetando componentes do sistema nervoso autônomo e periférico; é um conjunto de alterações clínicas e subclínicas, onde vários mecanismos estão envolvidos na ND: vasculares, auto-imunes e neuro-hormonais.

A principal alteração eletrofisiológica parece ser uma diminuição na amplitude das respostas sensitivas e motoras dos nervos periféricos. Entretanto, parece existir uma ação desmielinizante pela hiperglicemia, o que leva à diminuição da velocidade de condução nervosa, além de outros achados à Eletroneuromiografia (EM).

As polineuropatias podem ser difusas ou focais. As primeiras são as mais comuns e começam geralmente nos pés, avançando posteriormente pelas outras fibras do corpo. As focais/mutifocais atinge um único nervo ou conjunto de nervos periféricos.

A neuropatia motora proximal afeta principalmente indivíduos idosos, onde a manifestação inicial é a dor e fraqueza do grupo muscular; podendo ser uni ou bilateral. Ela tem um componente imune, que deve ser tratado com imunoterapia.

O comprimento de fibras gandes (tipo A) é mais comum em pacientes idosos, os mesmos apresentem ataxia e incoordenação.

TRATAMENTO

A principal maneira de se impedir a progressão da neuropatia é o controle rígido da glicemia.

Quando há síndromes compressivas associadas, pode-se pensar em cirurgia descompressiva.

Os medicamentos mais utilizados são: Ácido alfa-lipóico, antidepressivos tricíclicos, venlafaxina, anticonvulsivantes, defenilfenitoína, carbamazepina, entre outros...

A coduta fisioterapeutica é o ganho de força muscular global à medida que o paciente suporte os exercícios, visto que a fadiga muscular e a dor neuropática muitas podem estar presentes e dificultam a realização do exercício. As atividades de baixo impacto também são aconselhadas.

A estimulação nervosa trnascutânea também apresenta bons resultados em alguns casos.

Alguns estudos mostram a efetividade da acupuntura na melhoria do quadro doloroso.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta Especialista em geriatria e gerontologia - FCMMG- MG
Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de pilates

Atendimento domiciliar a idosos em Belo Horizonte





Referências


Projeto Diretrizes - AMB - Neuropatia periférica

Neuropatia diabética periférica ( Gagliardi, ART, J Vasc Br, 2003 V. 2 N. 1)




4 comentários:

  1. Muito obrigada pelo elogio, Helida!!
    beijos

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  2. Oi Manuela parabéns pela postagem, tb tenho um blog wwww.enfermeiramariaeliene.blogspot.com passa por la e se add, vou me add no seu, bjs

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  3. ola bomdia sou de cruzeiro sp vale do paraiba eu perdi a força da mao esquerda a 1 ano e ao mesmo tempo tenho uma dor insurportavel

    ai depois de 5 meses que um medico me pediu o exame eletroneuromiografia

    e constou multineuropatatia cervical e a um mes atras fiz o exames das duas pernas e tambem deu polineuropatia cronica sou diabetico dependente de insulina e sinto que esta cada vez pior na minha cidade nao tem medico nem fisioterapeuta capacitado okdevo fazer

    mui obrigado pela at marcelo montana email usinagemmontana@gmail.com

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